A Associação Brasileira de Pesquisadores de História da Mídia solidariza-se com a população e os colegas pesquisadores(as) de Minas Gerais, principalmente das cidades de Juiz de Fora e de Ubá, as mais afetadas pelas fortes chuvas que caíram e causaram deslizamentos de terras e pedras das encostas, enxurradas e cheia dos rios acima do normal. Um desastre socioambiental que começou em final de fevereiro.
Trata-se, infelizmente, de mais uma tragédia anunciada, decorrente de uma soma de causas como degradações climáticas, intervenção do homem de maneira errada, falta de políticas públicas adequadas, negacionismos e de desigualdades sociais, culturais e econômicas.
De acordo com o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) – instituição pública vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação – um em cada quatro moradores(as) de Juiz de Fora mora em áreas de risco em Juiz de Fora. A cidade que fica no sudeste de Minas Gerais, na zona da mata, ocupa o 9º lugar com mais pessoas em área de risco do Brasil. Em 1º lugar está Salvador (BA).
Em Ubá a enchente devastou o subsolo da unidade da Universidade Estadual de Minas Gerais e houve perda total de equipamentos, livros e mobiliário. A água também atingiu laboratórios e a biblioteca, prejudicando a infraestrutura e o trabalho de 20 anos de atuação na cidade.
Como profissionais e pesquisadores(as) da mídia, ressaltamos a importância e a necessidade do exercício correto da comunicação e do jornalismo, baseado na informação de interesse público, para efetivamente contribuir com o enfrentamento da situação catastrófica pela qual cidades do Brasil e do mundo seguem passando.
Consideramos urgente a prevenção que tenha como meta a adoção de uma agenda de políticas públicas para o meio ambiente e a inclusão da pauta climática em todas as esferas pública, privada e acadêmica onde estamos inseridos.